
Tema: Presunção
Uma moça voltava do campo levando na cabeça um balde cheio de leite para vender na feira. No caminho, começou a fazer contas em voz alta:
– Com o dinheiro do leite, compro trezentos ovos. Dos ovos nascem duzentos e cinquenta pintinhos. Os frangos engordam até a festa de fim de ano, quando tudo fica caro. Vendo todos e compro um vestido novo.
Caminhando e sonhando, ela já se via no baile:
– Os rapazes vão me pedir para dançar, um atrás do outro. Mas eu vou virar o rosto e recusar cada um deles, assim.
E virou o rosto com um gesto de desdém. O balde escorregou, caiu no chão e o leite se espalhou pela terra. Acabaram-se os ovos, os pintinhos, o vestido e o baile. Tudo o que sobrou foi a volta para casa com o balde vazio.
A moral: quem conta os lucros antes de colhê-los arrisca-se a perder o pouco que tem na mão; não presuma do dia de amanhã.
“Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que produzirá o dia.” (Provérbios 27.1)
Fonte: Esopo, “A leiteira e o balde de leite” (The Milk-Woman and Her Pail) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.





