O asno e o gafanhoto

Aquarela de um asno deitado num campo seco, olhando para gafanhotos pousados num galho ao amanhecer

Tema: A inveja do dom alheio não sustenta ninguém

Um asno pastava no campo quando ouviu, de repente, a orquestra dos gafanhotos. Ficou encantado. Que vozes! Que melodia! Nenhum animal da fazenda cantava daquele jeito.

Aproximou-se e perguntou:

– Do que vocês se alimentam para ter vozes tão lindas?

– Do orvalho da madrugada – responderam os gafanhotos.

O asno decidiu na hora: se o orvalho produzia aquele canto, ele viveria só de orvalho. Abandonou a boa pastagem e passou os dias lambendo as folhas úmidas de manhã cedo.

O canto nunca veio. Em poucos dias, fraco e sem forças, o asno morreu de fome.

Ele quis a voz dos gafanhotos sem ter a natureza dos gafanhotos. O que alimenta um não alimenta o outro.

A moral: invejar o dom do outro sem conhecer o que o sustenta é caminho certo para a fome; cada um recebe de Deus o próprio alimento e a própria voz.

“Porque, onde há inveja e espírito faccioso, aí há perturbação e toda obra perversa.” (Tiago 3.16)

Fonte: Esopo, “O asno e o gafanhoto” (The Ass and the Grasshopper) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.

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Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, desde que eu complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus. Atos 20:24

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