O carvoeiro e o pisoeiro

Aquarela de um carvoeiro com as mãos pretas convidando um pisoeiro com panos brancos para morar com ele

Tema: Há convivência que não fecha a conta

Um carvoeiro trabalhava na própria casa, entre sacos de carvão e a fuligem de sempre. Um dia encontrou um amigo, pisoeiro de ofício, que vivia de lavar e alvejar panos, e fez um convite generoso:

– Venha morar comigo! Seremos vizinhos melhores e ainda dividimos as despesas da casa.

O pisoeiro agradeceu, mas respondeu com franqueza:

– Para mim, o arranjo é impossível. Tudo o que eu alvejar, você tornará a enegrecer com o seu carvão.

Não houve ofensa, nem briga. Apenas a constatação: a economia da repartição sairia mais cara do que as duas casas separadas.

A moral: boa vontade não une o que a prática separa: quando o trabalho de um desfaz o do outro, a amizade precisa de outro endereço.

“Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Amós 3.3)

Fonte: Esopo, “O carvoeiro e o pisoeiro” (The Charcoal-Burner and the Fuller) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.

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Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, desde que eu complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus. Atos 20:24

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