
Tema: Zelo que corre na frente do discernimento
Uma pomba, torturada pela sede, avistou numa tabuleta a pintura de um cálice cheio d’água.
Não lhe passou pela cabeça que fosse apenas um desenho. Fechou as asas e voou contra ele com todo o ímpeto da sede, chocando-se de cheio contra a tabuleta.
O golpe lhe quebrou as asas. Ela caiu no chão, atordoada, e ali mesmo foi apanhada por um dos que passavam.
A água era tinta. A sede era verdadeira. E a diferença entre as duas coisas custou-lhe a liberdade.
A moral: a pressa da necessidade não confere com as aparências: quem voa direto contra a primeira imagem de água acorda no chão, com a asa quebrada.
“Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento.” (Romanos 10.2)
Fonte: Esopo, “A pomba e o cálice pintado” (The Thirsty Pigeon) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.





