O homem de duas amantes

Aquarela de um homem de meia-idade entre duas mulheres, cada uma puxando um fio do cabelo dele

Tema: Cada plateia arranca uma mecha

Um homem de meia-idade, com os primeiros fios brancos, cortejava duas mulheres ao mesmo tempo: uma jovem e outra já bem madura.

A mais velha, sem coragem de ser vista com um pretendente mais moço, aproveitava cada visita para arrancar-lhe, discretamente, alguns fios escuros.

A mais jovem, que não queria casar-se com um homem velho, dedicava-se com o mesmo zelo a arrancar-lhe todos os fios brancos que encontrava.

Ele deixava. Queria agradar às duas.

Entre uma puxadinha e outra, não demorou para que não lhe restasse um único fio na cabeça. Ficou sem cabelo, e sem as duas.

A moral: quem se ajusta a cada plateia acaba sem sobrar nada de si; agradar a dois padrões opostos é caminho curto para a careca.

“Porque persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.” (Gálatas 1.10)

Fonte: Esopo, “O homem de duas amantes” (The Man and His Two Mistresses) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.

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Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, desde que eu complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus. Atos 20:24

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