
Tema: A folga que você inveja pode ser o engorde
Uma novilha via o boi puxando o arado de sol a sol e não perdia a chance de zombar da sorte dele: condenado ao trabalho, enquanto ela vivia à vontade no pasto.
Chegou a festa da colheita. O dono soltou o boi do jugo — e amarrou a novilha com cordas, levando-a para o altar, onde seria morta em honra da festa.
O boi viu a cena e disse, sorrindo:
– Era por isso que te deixavam viver na ociosidade: estavas sendo guardada para o sacrifício.
O trabalho que ela invejava era, afinal, a sentença de vida do boi. A folga que ela celebrava era o próprio veredito.
A moral: nem toda folga é bênção: a ociosidade da novilha era preparação para o altar; o jugo do boi era a sua proteção.
“Porque o desvio dos simples os matará, e a prosperidade dos loucos os destruirá.” (Provérbios 1.32)
Fonte: Esopo, “A novilha e o boi” (The Heifer and the Ox) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.





