
Tema: Matar o galo não apaga o sol
Uma viúva muito asseada tinha duas criadas para o serviço da casa e o costume de acordá-las de madrugada, ao canto do galo.
As moças, esgotadas de tanto trabalho, decidiram resolver o problema pela raiz: mataram o galo que despertava a patroa tão cedo.
Só então descobriram o que tinham feito. Sem o galo para marcar a hora, a viúva passou a acordá-las para o trabalho no meio da noite.
O galo não era a carga. Era apenas a trombeta. A carga continuava lá, agora sem horário certo.
A moral: a rebelião que mira o sinal e não a carga só piora o serviço: sem galo, a patroa acordou mais cedo.
“E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu e que para com ele não há acepção de pessoas.” (Efésios 6.9)
Fonte: Esopo, “A viúva e as criadas” (The Widow and Her Little Maidens) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.




