
Tema: justiça
A raposa convidou a cegonha para jantar e, por brincadeira de mau gosto, serviu a sopa num prato bem raso. Ela mesma lambeu tudo com a língua comprida, enquanto a cegonha, com seu bico fino e comprido, mal conseguia molhar a ponta. Voltou para casa de barriga vazia, mas disfarçou e agradeceu a gentileza.
Dias depois, a cegonha devolveu o convite. Pôs a mesa com capricho e serviu a comida num jarro alto, de gargalo estreito, onde o bico dela entrava até o fundo. A raposa rodeava o jarro, cheirava, tentava enfiar o focinho e nada. Foi embora com fome, ouvindo da cegonha:
– Não leve a mal, minha amiga. Cada um recebe o convidado do jeito que aprendeu a receber.
A moral: Quem trata os outros com esperteza acaba provando do próprio tempero.
Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles. (Mateus 7.12)
Fonte: Fábula de Esopo, domínio público, recontada com palavras próprias.





