
Tema: Prudência
Uma raposa distraída caiu num poço fundo. Tentou subir pelas paredes, mas era escorregadio demais. Ali ficou, sem saída.
Passou por perto um bode sedento. Viu a raposa lá embaixo e perguntou:
– A água está boa?
– Ótima! – respondeu a raposa, sem demora. – A melhor que já provei. Desça logo!
O bode nem pensou. Pulou, bebeu até matar a sede e só então olhou ao redor.
– E agora? Como saímos daqui?
– Tenho uma ideia – disse a raposa. – Apoie as patas dianteiras na parede e erga os chifres. Subo pelas suas costas, saio e depois te ajudo.
Assim foi feito. A raposa saltou para fora e se afastou. O bode gritou, reclamando da promessa.
– Amigo – respondeu ela, de longe -, se você tivesse tanto juízo quanto barba, teria olhado como sair antes de pular.
A moral: olhe a saída antes de entrar, porque quem decide sem pensar no fim paga o preço do começo.
“O simples dá crédito a toda palavra, mas o prudente atenta para os seus passos.” (Provérbios 14.15)
Fonte: Esopo, “A raposa e o bode” (The Fox and the Goat) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.





