
Tema: Esperteza que volta contra nós
Um mercador carregava sacos de sal no lombo de um burro e atravessava um rio. No meio do caminho, o burro escorregou e caiu na água. Quando se levantou, a carga estava muito mais leve, pois o sal tinha derretido.
O burro adorou. Pensou: “Que ótimo! Basta cair no rio e fico livre do peso.” O mercador percebeu a esperteza do animal, mas não disse nada.
No dia seguinte, encheu os sacos com esponjas e levou o burro à mesma estrada. Ao chegar no rio, o burro deitou-se na água, de propósito, esperando o mesmo alívio.
Dessa vez, as esponjas se encheram de água e a carga ficou muito mais pesada. O burro mal conseguiu se levantar. Carregou a carga encharcada até o fim da viagem, com as pernas tremendo.
A esperteza que o ajudou uma vez voltou contra ele.
A moral: quem tenta driblar o dever com artimanhas, cedo ou tarde cai na própria armadilha.
“Quem cava uma cova nela cairá, e o que revolve a pedra, sobre ele rolará.” (Provérbios 26.27)
Fonte: Esopo, “O vendedor de sal e o seu asno” (The Salt Merchant and His Ass) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.





