O carvalho e o junco

Aquarela de um grande carvalho caído e juncos de pé à beira do rio

Tema: Humildade e flexibilidade

Um grande carvalho crescia à beira de um rio e olhava com desprezo para os juncos que cresciam na margem.

– Como vocês são fracos! – dizia. – Qualquer brisa os curva até o chão. Eu, não. Sou firme, forte, ninguém me move!

– Não nos preocupamos com isso – respondeu um junco. – A gente se dobra e depois se levanta.

Certo dia, veio uma tempestade enorme. O vento soprou como nunca. Os juncos se curvaram, deitaram sobre a água e deixaram o vendaval passar.

O carvalho, orgulhoso, resistiu e não cedeu um palmo. O vento aumentou, os galhos estalaram e, com um estrondo, a árvore foi arrancada pela raiz e caiu no rio.

Quando a tempestade passou, os juncos se ergueram, um por um. Ao lado deles, o carvalho jazia derrubado, levado pela correnteza.

A moral: quem não sabe se dobrar diante da tempestade pode quebrar, e a humildade que cede salva mais do que o orgulho que resiste.

“Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” (1 Pedro 5.5)

Fonte: Esopo, “O carvalho e os juncos” (The Oak and the Reeds) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21; a tempestade segue La Fontaine, Livro I, fábula 22, “O carvalho e o junco” (trad. Elizur Wright (Boston, 1841; ed. J. W. M. Gibbs, 1882), Projeto Gutenberg nº 7241) (domínio público). Recontada com minhas palavras.

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