
Tema: missão
Um viajante caminhava à noite por uma estrada escura quando viu, vindo na direção contrária, um cego com a bengala numa mão e uma lanterna acesa na outra. Achou aquilo tão estranho que não se conteve:
– Amigo, para que a lanterna, se o senhor não enxerga?
O cego parou e respondeu com calma:
– A luz não é para mim. Eu conheço o caminho de cor. A lanterna é para quem enxerga: assim ninguém tropeça em mim no escuro, e cada um que passa consegue ver um pedaço da própria estrada.
O viajante seguiu pensativo. Entendeu que aquele homem, sem ver nada, enxergava melhor do que muita gente: sabia que a vida não se vive só para si.
A moral: A luz que carregamos não é só para nós; quem foi iluminado ilumina o caminho dos outros.
Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. (Mateus 5.16)
Fonte: Conto antigo usado nas pregações do século XIX (C. H. Spurgeon, Feathers for Arrows, 1894), domínio público, recontado com palavras próprias.





