
Tema: justiça
Na cidade italiana de Atri, o rei mandou instalar um sino, o “sino da justiça”. Quem sofresse uma injustiça podia tocá-lo e os juízes ouviriam a causa. Com o tempo a corda se gastou e, sem outra à mão, alguém amarrou uma videira. Numa tarde quente, um cavalo velho, abandonado de fome pelo dono avarento, puxou a videira para comer as folhas, e o sino tocou. Os juízes reconheceram o animal, chamaram o dono e decidiram que metade do ouro dele seria separada para dar ao cavalo abrigo, pasto e comida pelo resto da vida, em pagamento pelos anos de serviço.
Aplicação: Uma sociedade justa também protege os mais fracos, até os que não têm voz. Quem recebeu serviço fiel e o abandona na velhice peca contra a justiça e contra a misericórdia (Pv 12:10; Mq 6:8).
Fonte: Tradição italiana, na versão de James Baldwin, “The Bell of Atri”, em Fifty Famous Stories Retold (1896, Projeto Gutenberg nº 18442), domínio público. Recontada em português, em palavras próprias.





