
Tema: Remédio pior do que a doença não é remédio
As pombas de um pombal viviam apavoradas com o milhafre. De tempos em tempos ele descia do céu e levava uma delas.
Cansadas de tanto medo, reuniram-se em assembleia e tomaram uma decisão: chamariam o gavião, ave maior e mais forte, para defendê-las.
O gavião aceitou imediatamente. Instalou-se no pombal como guarda-costas oficial.
Só então as pombas fizeram as contas. O milhafre caçava uma pomba de vez em quando, do lado de fora. O gavião, agora morando dentro, matava mais num único dia do que o milhafre conseguiria num ano inteiro.
A praga vinha do céu. A solução, elas mesmas puseram dentro de casa.
A moral: cuidado com o protetor que você convida para dentro de casa; há defesa que devora mais do que o atacante.
“É melhor confiar no Senhor do que confiar no homem.” (Salmos 118.8)
Fonte: Esopo, “As pombas e o gavião” (The Pigeons and the Kite) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.





