O viajante e o cão

Aquarela de um cão abanando o rabo à porta de uma casa enquanto o dono, com a trouxa na mão, o repreende

Tema: O atrasado culpa quem está pronto

Um viajante estava de partida. A trouxa ainda por fechar, o chapéu em cima da mesa, a bota direita sumida. Foi quando viu o cão na porta, espreguiçando-se ao sol.

– Por que você fica aí, bocejando? – ralhou ele. – Está tudo pronto, menos você. Venha comigo imediatamente!

O cão abanou o rabo e respondeu:

– Ah, patrão! Eu estou pronto há muito tempo. É de você que eu estou esperando.

A fábula termina aí, e não precisa de mais nada: o mais devagar da casa era justamente o que ralhava.

A moral: quem se atrasa costuma medir a pressa dos outros pela própria lentidão; é mais fácil repreender o cão do que arrumar a própria bagagem.

“Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.” (Romanos 2.1)

Fonte: Esopo, “O viajante e o cão” (The Traveler and His Dog) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.

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Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, desde que eu complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus. Atos 20:24

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