
Tema: Gabolice
Um homem voltou de viagem por terras estrangeiras e não parava de contar as proezas que teria feito por lá. Em cada roda de conversa, uma façanha nova.
A maior de todas era o salto de Rodes:
– Quando estive na ilha de Rodes, dei um salto tão longo que nenhum homem chegou perto. Se quiserem provas, há muita gente em Rodes que viu e pode confirmar.
Um dos ouvintes não aguentou e interrompeu:
– Meu amigo, se é verdade, não precisamos de testemunhas. Imagine que aqui é Rodes. Pode saltar.
O viajante ficou sem palavras. As testemunhas, todas a muitas milhas de distância, não puderam ajudá-lo.
A moral: quem fala grande precisa agir grande; onde não há plateia para enganar, a conversa acaba.
“Louve-te o estranho, e não a tua boca, o estrangeiro, e não os teus lábios.” (Provérbios 27.2)
Fonte: Esopo, “O viajante fanfarrão” (The Boasting Traveler) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.





