O trompista prisioneiro

Aquarela de um trompista capturado num campo de batalha, segurando sua trombeta diante de soldados inimigos

Tema: Quem incita também é responsável

Numa batalha, o trompista do exército foi capturado pelo inimigo. Vendo-se prisioneiro, começou a implorar:

– Poupem a minha vida! Não me condenem sem motivo. Eu não matei nenhum dos seus soldados. Nem arma eu tenho; carrego apenas esta trombeta de bronze.

Os captores olharam uns para os outros, e o comandante respondeu:

– É exatamente por isso que você não merece piedade. Você mesmo não luta, é verdade. Mas a sua corneta acorda os outros para a batalha. Sem ela, metade desta guerra não teria acontecido.

E foi condenado, não pelo que fez com as mãos, mas pelo que fez com o som que saía dele.

A moral: não é só quem puxa a espada que tem parte na guerra; quem toca a corneta da contenda responde por ela. Busquemos ser instrumento de paz.

“Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.” (Romanos 14.19)

Fonte: Esopo, “O trompista prisioneiro” (The Trumpeter Taken Prisoner) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.

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