O urso e a raposa

Aquarela de um urso discursando com a pata no peito enquanto uma raposa sorri com ironia

Tema: Ternura declarada não absolve garra em atividade

Um urso vivia se gabando da própria filantropia. Entre todos os animais, dizia, nenhum tratava o homem com tanta consideração.

– Eu tenho tanto respeito pelo ser humano – declarava, com a pata no peito – que não toco nem no seu cadáver.

Os bichos ouviam em silêncio. Até que a raposa, que conhecia a reputação do orador melhor do que ninguém, sorriu e respondeu:

– Ah, como seria bom se você atacasse os mortos, e não os vivos.

A plateia entendeu na hora. O urso respeitava os mortos porque os mortos não correm, não gritam e não dão trabalho. Era com os vivos que ele jantava.

A moral: quem precisa anunciar a própria bondade geralmente está cobrindo com palavras o que as garras desmentem.

“Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.” (Mateus 7.5)

Fonte: Esopo, “O urso e a raposa” (The Bear and the Fox) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.

Compartilhe:

Leia também:

Autor

Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, desde que eu complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus. Atos 20:24

Recentes

  • All Post
  • Blog
  • Ilustração
  • Sermão

Jesus é o caminho, a verdade e a vida

Receba nossas atualizações

Edit Template

Tendências de Leitura

Novidade

Biblioteca do Pastor © 2023