O ladrão e a mãe

Aquarela de um menino mostrando um livro roubado à mãe, que sorri em vez de corrigir

Tema: A tolerância que forma o erro

Um menino roubou o livro de um colega de escola e levou para casa. A mãe, em vez de corrigir, achou graça e elogiou a esperteza do filho.

Na semana seguinte, ele roubou um casaco. A mãe elogiou de novo. O menino cresceu, e os roubos cresceram com ele: objetos cada vez maiores, cada vez mais caros.

Um dia, foi apanhado em flagrante. Amarrado, foi levado pelo meio da cidade para o lugar da execução. A mãe seguia na multidão, chorando e batendo no peito.

– Deixem eu dizer uma última palavra no ouvido da minha mãe – pediu ele.

Ela se aproximou, e o filho, com os dentes, arrancou-lhe a orelha. Diante do espanto de todos, ele explicou:

– Foi ela quem me trouxe aqui. Se na primeira vez, em vez de elogiar, ela tivesse corrigido, eu não estaria onde estou.

A moral: o erro tolerado na infância não desaparece: cresce. Corrigir cedo parece dureza; não corrigir é que é crueldade.

“A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe.” (Provérbios 29.15)

Fonte: Esopo, “O ladrão e sua mãe” (The Thief and His Mother) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.

Compartilhe:

Edit Template

Tendências de Leitura

Novidade

Biblioteca do Pastor © 2023