O menino e as avelãs

Aquarela de um menino chorando com a mão presa num jarro de boca estreita cheio de avelãs

Tema: Abrir mão para não perder tudo

Um menino enfiou a mão num jarro cheio de avelãs. Pegou o punhado mais cheio que conseguiu. Mas, na hora de tirar a mão, ela não passava pela boca estreita do jarro.

Puxou daqui, puxou dali, e nada. Não queria soltar uma avelã sequer, e por causa disso não conseguia tirar a mão. Acabou chorando de frustração.

Um homem que passava viu a cena e disse:

– Contente-se com metade, menino. Solte um pouco, e a sua mão sai com facilidade.

O menino obedeceu. Abriu os dedos, deixou cair metade das avelãs, e a mão saiu livre, ainda com uma boa porção.

Querendo tudo de uma vez, ele quase ficou sem nada. Soltando um pouco, ficou com o suficiente.

A moral: quem agarra demais fica preso; muitas saídas só aparecem quando a gente abre a mão.

“Melhor é uma mão cheia com descanso do que ambas as mãos cheias com trabalho e aflição de espírito.” (Eclesiastes 4.6)

Fonte: Esopo, “O menino e as avelãs” (The Boy and the Filberts) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.

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