
Tema: Curar primeiro as próprias feridas
Um sapo saiu do brejo onde morava e anunciou a todos que era médico formado, especialista em remédios e capaz de curar qualquer doença.
No meio da plateia, uma raposa gritou: — Você, médico? Como pretende curar os outros, se nem consegue tratar das próprias patas aleijadas e dessa pele enrugada e manchada?
A plateia riu. O sapo, sem resposta, voltou para o brejo de onde nunca devia ter saído com tanta presunção.
É fácil receitar para a dor alheia. Difícil é engolir o próprio remédio.
A moral: quem se apresenta como remédio dos outros precisa primeiro olhar para as próprias feridas; exemplo cura mais que receita.
“Médico, cura-te a ti mesmo.” (Lucas 4.23)
Fonte: Esopo, “O sapo médico” (The Quack Frog) in Aesop’s Fables — A New Translation, trad. V. S. Vernon Jones (1912), Projeto Gutenberg nº 11339 (domínio público). Recontada com minhas palavras.




