
Tema: Nem tudo que parece gafanhoto é gafanhoto
Um menino caçava gafanhotos. Já tinha apanhado uma boa quantidade quando avistou um escorpião e, confundindo-o com mais um gafanhoto, esticou a mão para agarrá-lo.
O escorpião ergueu o ferrão e avisou:
– Se você tivesse me tocado, meu amigo, teria me perdido — e perdido todos os seus gafanhotos junto.
O menino retirou a mão a tempo.
A coleção do dia quase terminou ali, por causa de um exemplar que ele nem olhou direito. Nem tudo o que se mexe no campo é gafanhoto; quem caça sem discernir acaba caçando a própria dor.
A moral: a pressa de juntar mais um faz a mão ir antes do olhar; o prudente confere o que está pegando.
“O simples dá crédito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos.” (Provérbios 14.15)
Fonte: Esopo, “O menino e o escorpião” (The Boy Hunting Locusts) in Three Hundred Aesop’s Fables, trad. George Fyler Townsend, Projeto Gutenberg nº 21 (domínio público). Recontada com minhas palavras.





