
Tema: O laço que prende os dois
Um rato e um sapo fizeram amizade, embora mal combinados: o rato vivia só em terra, o sapo era de terra e água. Para nunca se separarem, o sapo amarrou a própria pata na pata do rato com um fio.
Em terra firme, tudo correu bem. Mas, chegando à beira de um tanque, o sapo saltou na água levando o rato junto e nadou coaxando de alegria. O rato se afogou e ficou boiando, arrastado pelo sapo.
Um gavião avistou o rato, mergulhou e o agarrou com as garras. O sapo não conseguiu desatar o nó e subiu junto: o gavião comeu os dois.
O laço que prende o outro à sua ruína prende você também.
A moral: quem amarra o próximo à própria perdição sobe junto nas garras do castigo.
“Cavou um poço, e o fez fundo, e caiu na cova que fez.” (Salmos 7.15)
Fonte: Esopo, “O rato, o sapo e o gavião” (The Mouse, the Frog, and the Hawk) in Aesop’s Fables — A New Translation, trad. V. S. Vernon Jones (1912), Projeto Gutenberg nº 11339 (domínio público). Recontada com minhas palavras.





