
Tema: A inconstância que não cabe em medida
A lua pediu à mãe que lhe fizesse um vestido novo, digno das noites de céu limpo.
A mãe olhou para ela demoradamente e respondeu: — Minha filha, como quer que eu faça? Não há como tomar a sua medida. Uma hora você aparece como lua nova, fininha como um fio; outra hora é lua cheia, redonda como uma roda; e no meio do caminho não é nem uma coisa nem outra.
E a lua ficou sem vestido. Quem muda de forma a cada dia não cabe em medida nenhuma.
A moral: a inconstância não veste bem em ninguém; quem vive mudando de forma acaba sem nada que lhe sirva.
“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação.” (Tiago 1.17)
Fonte: Esopo, “A lua e a mãe” (The Moon and Her Mother) in Aesop’s Fables — A New Translation, trad. V. S. Vernon Jones (1912), Projeto Gutenberg nº 11339 (domínio público). Recontada com minhas palavras.





