
Tema: A diversão que custa a vida do outro
Uns meninos traquinas brincavam à beira de uma lagoa, numa tarde de sol. Viram os sapos nadando na água rasa e começaram a se divertir atirando pedras neles. Uma pedrada aqui, outra ali; riso de um lado, silêncio do outro. Vários sapos morreram.
Por fim, um deles pôs a cabeça para fora da água e implorou: — Parem, parem, eu peço! O que é diversão para vocês é morte para nós.
A pedra que diverte a mão que a joga afunda quem a recebe.
Os meninos foram embora rindo. A lagoa ficou em silência, contando os seus.
A moral: medir a brincadeira pelo riso de quem faz é medida errada; pergunte a quem recebe a pedra.
“Como o louco que lança de si faíscas, flechas e mortandades, assim é o homem que engana o seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira.” (Provérbios 26.18-19)
Fonte: Esopo, “Os meninos e os sapos” (The Boys and the Frogs) in Aesop’s Fables — A New Translation, trad. V. S. Vernon Jones (1912), Projeto Gutenberg nº 11339 (domínio público). Recontada com minhas palavras.





