
Tema: A lisonja que cai na própria armadilha
Um cão e um galo fizeram amizade e combinaram de viajar juntos. Ao anoitecer, o galo subiu nos galhos de uma árvore para dormir, e o cão acomodou-se no tronco oco.
Ao amanhecer, o galo cantou, como sempre. Uma raposa ouviu, quis fazer dele o café da manhã e parou ao pé da árvore: — Que voz linda! Desça, por favor, quero conhecer quem canta assim.
O galo respondeu: — Com todo o gosto. Acorde o meu porteiro, que dorme ao pé da árvore, para ele abrir a porta.
A raposa bateu no tronco. O cão saltou para fora e acabou com ela.
A moral: o laço armado com lisonja desarma-se sozinho; a astúcia do perverso cai na própria armadilha.
“Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e o conselho dos perversos se precipita.” (Jó 5.13)
Fonte: Esopo, “O cão, o galo e a raposa” (The Dog, the Cock, and the Fox) in Aesop’s Fables — A New Translation, trad. V. S. Vernon Jones (1912), Projeto Gutenberg nº 11339 (domínio público). Recontada com minhas palavras.





